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Felicidade

Felicidade

Basta apenas querer?

Uma pesquisa realizada mundialmente relata que as nações em que as pessoas se consideram mais felizes tendem a ter um alelo específico ligado ao prazer sensorial e a redução da dor. A felicidade teria, então, um fator genético?

Parece-nos que limitar o estado emocional de uma nação a uma única parte do DNA pode ser muito reducionista.

Os pesquisadores usaram dados acumulados de 2000 a 2014 de um projeto mundial sobre valores e crenças das pessoas, como eles se alteram com o tempo e quais fatores podem influenciar nossas crenças e valores.

 

O projeto World Values Survey (WVS).

A pesquisa encontrou uma correlação forte entre pessoas de uma nação que se declararam muito felizes e uma determinada variação do ácido graxo hidrolase de amido, o “FAAH”.

Essa variação previne a quebra da anandamida, conhecida por aumentar as sensações de prazer enquanto reduz a dor.

Países que tinham a população com proporções maiores dessa variação também se declararam mais felizes. Essas nações foram as mais diversificadas e em todos os continentes.

Veja um gráfico dos dados encontrados:

Felicidade

Entretanto, a tentativa de resumir algo tão subjetivo a um simples gene parece um tanto simplista e reducionista.

Afinal, até mesmo aspectos relativamente simples são definidos por vários genes, não apenas um só par de alelos.

A epigenética, parte da genética que estuda a variação fenotípica fisiológica e celular causada por fatores ambientais que alteram os genes, nos mostra que muitos fatores genéticos são uma potencialidade, podendo ser acionados ou não.

Temos exemplos inúmeros como depressão, esquizofrenia, câncer, doenças cada vez mais estudadas e acreditadas como resultantes de uma combinação complexa de fatores genéticos, ambientais, relacionais, entre outros.

 

Apenas possuir em nosso código genético um dos genes que pode (ou não) estar associado à felicidade não é garantia de uma vida plena.

Nossa maneira de viver, o modo como encaramos as dificuldades de nossas vidas e ocupamos nossos lugares nas relações com o mundo podem ser fatores muito mais relevantes para sermos felizes.

A terapia é o lugar de apoio e suporte para que possamos desenvolver essas relações com o mundo e transformar um potencial genético em algo concreto, ou abrir a possibilidade de encontrar caminhos para mudar essa potência se for algo não favorável a nós.

Segue o link da pesquisa para aqueles que desejarem se aprofundar nos dados:

https://www.sciencedaily.com/releases/2016/01/160114113520.htm

 

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