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epigenética

Epigenética

Geralmente identificamos de quem herdamos a cor dos nossos olhos, o formato do nosso nariz, o desenho de nossas mãos.

Entretanto, quando falamos de nossas características pessoais, do modo como fazemos escolhas e nos relacionamos com a vida, temos a tendência a pensar que “nos fazemos”.

Alguns estudos têm demonstrado que nos enganamos quando pensamo-nos separados do mundo e de nosso corpo herdado.

 

Nossos sentimentos são nossa anatomia e muitos deles, como alguns de nossos traços físicos, são herdados.

Em 1992, Moshe Szyf (biólogo molecular e geneticista) e Michael Meaney (neurobiólogo), começaram a discutir sobre traços herdados.

Meaney acreditava que alguns sentimentos poderiam ser passados de uma geração para outra por genes no cérebro.

Ele dizia que pais que passaram por alguma situação marcante na vida poderiam ter alguma mudança em seu cérebro que poderia levar a alguma mudança epigenética.

Atualmente estudos da epigenética demonstraram que mudanças na dieta, exposição a certos elementos do ambiente, intensidades das relações e os modos como vivemos nossas vidas podem alterar nosso DNA.

 

As hipóteses do professor Meaney criaram um novo braço das ciências: o estudo do comportamento epigenético.

Por exemplo, se seus pais passaram por alguma situação muito difícil, como uma guerra, fome, viram cenas que ficaram marcadas em suas vidas, foram maltratados por outras pessoas, etc…, você pode carregar esse impacto emocional em seus genes.

 

Essa herança genética emocional pode vir à tona como uma predisposição a perceber o mundo de uma determinada forma, tanto positivamente quanto negativamente.
Essa herança genética emocional pode vir à tona como uma predisposição a perceber o mundo de uma determinada forma, tanto positivamente quanto negativamente.

 

Ainda não sabemos o quanto a epigenética influencia nossas emoções.

Meaney e Szyf descobriram o que hoje é chamado de herança pós-natal, ou as mudanças epigenéticas que o ambiente inscreveu em nosso DNA e que passam de uma geração para outra.

Em uma pesquisa realizada no ano passado no hospital Mount Sinai em Nova York, analisaram os sobreviventes do holocausto e seus filhos.

Encontraram um processo de metilação (processo epigenético de modificação química) em um gene relacionado ao stress tanto nos pais quanto nos filhos.

 

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A resiliência é uma das características que pode ter sido “gravada” no DNA das gerações anteriores.

 

Ninguém sabe como essas mudanças passam de pais para filhos, entretanto os cientistas epigenéticos dizem que, ao contrário do que possa parecer, herdarmos as experiências vividas pelas gerações anteriores pode nos fazer mais resilientes e capazes de encontrar novos caminhos, nos dando a possibilidade de encontrar novos movimentos em nossa vida.

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