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De onde vem a constante necessidade de agradar os outros?

Como adquirimos a capacidade de fazer nossas próprias escolhas e nos tornar únicos?

Isso em grande parte depende se na nossa infância nossas opiniões foram importantes.

A infância é uma fase onde são os outros que dizem pra nós quem somos. É com nossos pais, ou com quem exerceu esta função, que aprendemos que língua vamos falar, o que podemos comer, qual a roupa que vamos usar, e o que é certo e o que é errado.

Quando crescemos é que temos a chance de começar a fazer nossas próprias escolhas, e aí sim escolher o que acreditamos, quais são as coisas importantes para nós, o que achamos certo ou errado, e todas as outras escolhas e coisas que definem quem nós somos.

Vamos imaginar uma situação comum:

Uma criança fala: “Mãe, tô com fome”, e é ignorada.

A primeira coisa que esta criança vai aprender é que o que sente não é importante.

A criança segue com fome e repetindo a frase. A mãe fala: “Fica quieto, você não está com fome coisa nenhuma, comeu faz pouco tempo. E se você continuar insistindo nisso, não vai brincar com seus amigos hoje à tarde”.

Agora, além dessa criança aprender que a opinião dela não é importante, ela vai aprender que o que ela sente não é verdadeiro e se continuar insistindo naquilo que sente, será punida. Pois a mãe disse que se ela insistir que está com fome não vai sair pra brincar.

Quando a criança vive isso muitas vezes é em inúmeras situações diferentes, ela vai aprendendo que as opiniões dela não são importantes e que não deve valorizar seus sentimentos.

É possível que pessoas que passaram por isso venham ter dificuldade em assumir o que pensam. O medo de ser mal compreendido pode ser maior que a necessidade de se defender.

O medo de ser rejeitado pode pesar muito mais do que deveria. O medo de ser criticada, de não agradar, de ser vista pelo outro como sem graça, desinteressante, faz com que tenha a constante necessidade de agradar, ou seja, acaba esquecendo-se dela mesma.

Mudar esta situação não é fácil, e para conseguir uma mudança verdadeira a pessoa terá que tomar uma decisão e descobrir quem é de verdade e no que realmente acredita.

O psicólogo pode beneficiar esse processo de autoconhecimento para que a pessoa descubra o que é importante pra ela e, ficando a seu lado quando passar por situações difíceis e pensar em desistir, ajudá-la a voltar ao padrão.

A questão da autoimagem deve ser aprofundada para que ela tenha uma autoestima segura e passe a valorizar sua opinião e não mais ficar sobre controle daquilo que as outras pessoas sentem, mas sim ficar sobre o controle do que ela própria sente.

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