A Síndrome do Pânico

Marcas registradas de nossa sociedade pós-moderna, as muitas tarefas e as exigências em demasia são algumas das razões para nossas tão comuns e rotineiras ansiedades.

Em alguns momentos essa ansiedade sai do controle. São os ataques de ansiedade.

Ataques de ansiedade intensos e com certa constância podem caracterizar o que chamamos de Síndrome do Pânico.

Estes ataques quase sempre são acompanhados por medo extremo e repentino da morte e quatro ou mais sintomas corporais ou cognitivos tais como: palpitação, tontura, falta de ar, sentimento de estar fora da realidade, entre outros.

síndrome do pânico
Quando uma pessoa tem um ataque de pânico é comum procurar um pronto socorro temendo um ataque cardíaco ou uma crise nervosa, pois os sintomas se confundem.

 

Também é comum em pessoas com síndrome do pânico a despersonalização, uma anomalia de auto-percepção.

A pessoa tem a percepção que está fora dela mesma, observando-se agir, mas sem nenhum controle do que está acontecendo.

A visão da Síndrome do Pânico pela psiquiatria, segundo Márcio Bernik:

“Uma das características do sucesso da espécie humana é a capacidade de antecipar o perigo, o que requer uma preparação geradora de ansiedade.

A ansiedade é patológica quando deixa de ser útil e passa a causar sofrimento excessivo ou prejuízo para o desempenho da pessoa.

O transtorno do pânico é uma das formas de manifestação da ansiedade patológica.”

Em uma perspectiva psicanalítica, por Lucianne Sant’Anna:

“O pânico corresponde a um afeto extremo de angústia despertado pelo confronto súbito do sujeito com seu desamparo.

Somos seres desamparados. Não temos garantias absolutas de nada na vida.

Para certas pessoas esta condição de desamparo insuperável fica enuviada pela ilusão de um ideal protetor onipotente, que garante a estabilidade no mundo, do mundo psíquico, organizado longe das incertezas, da falta de garantias e de indefinições, longe da angústia!

A motivação básica do pânico, sob um ponto de vista psicanalítico seria: a perda do ideal protetor ou o medo da perda do amor.”

Os ataques de síndrome do pânico podem durar minutos ou horas, são eventos agudos e os sintomas são intensos.

Como não podem ser previstos, a pessoa pode ficar estressada, ansiosa e preocupada sobre quando ocorrerá a próxima crise, sendo comum associar a crise a lugares públicos, fechados demais, com pessoas demais.

Assim, por fazer essas associações contíguas, existe a tendência ao isolamento.

Clique aqui para saber mais sobre os sintomas e dicas de como atenuar os efeitos de um ataque de síndrome do pânico.

 

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