Terapia do Movimento

terapia do movimento

 

Anatomia é destino.

 

Stanley Keleman diz que a vida é um processo evolucionário, no qual uma série de formas anatômicas se constroem continuamente, do nascimento à maturidade.

A mudança de nossas formas anatômicas são ocontinuum da existência humana. Segundo o psicólogo, essas formas dão origem a emoções, pensamentos e experiências.

Ao nascermos herdamos um corpo biológico e emocional, mas em nossas relações com o mundo construímos desdobramentos de nossa forma, somos influenciados por desafios e estresses do nosso dia-a-dia.

 

Por meio do movimento e do trabalho corporal podemos abrir possibilidades para nos apropriar de nossos processos e corporificar nossos potenciais de vida.

Por meio do movimento podemos também trabalhar com aquilo que muitas vezes não pode ser expressado pela linguagem verbal e abrimos caminhos para que imagens e memórias corporais possam se desenhar e se redesenhar, até que consigam ser comunicadas.

Podemos interconectar nossos afetos, quaisquer que sejam, às palavras.

O movimento nos permite explorar as dimensões criativas e emocionais de nossas experiências pelas expressões corporais no momento em que este desdobramento acontece, em seu conhecimento tácito.

Conhecimento este definido como não saber aquilo que se sabe, neste caso, aquilo que o corpo sabe.

 

O esforço cortical muscular voluntário, um dos tipos de trabalho com movimento, trabalha com a organização e desorganização de nossas formas anatômicas.

Isso acontece por meio da interação entre músculos e córtex, e cria novas conexões neurais e estruturas anatômicas

Assim, abre possibilidades de criação de recursos complexos e novas dimensões para nossas experiências.

Segundo Tina Stromsted, ao desenvolvermos consciência corporal, habilidades interpessoais, empatia e presença corporal, nossos sentimentos e nossa sensibilidade de percepção das situações são reconhecidos e afirmados, reconstruindo nossos caminhos em direção aos nossos próprios processos formativos.

 

Ao alterarmos nosso tônus (interno e externo) em um continuum, podemos gerar e formar emoções, aprendendo a receber, conter e formá-las em nós mesmos.

 

terapia do movimento

 

Quando influenciamos nossas formas, influenciamos também a qualidade de nossa presença no mundo e em nossas relações.

O corpo em movimento se conecta com seus sentidos e realça diferentes significados e reflexões sobre nossas vidas, abrindo possibilidades para ocuparmos nossos lugares em nossa trama única existencial.

Quando somos participativos em nossos processos criacionais, aumentamos nosso espaço para um diálogo interno que fornece um jogo de forças entre interno e externo, entre uma dimensão pessoal e social, presentificando-nos nas formas de nossa existência.

 

Por meio da presença e acompanhamento do terapeuta, padrões são movidos e  possibilidades são criadas.

 

terapia do movimento

 

Assim, novas imagens e sentimentos se desenvolvem, transitam e indicam a direção para a integração de si mesmo e para a ocupação de seu lugar na vida.

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