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síndrome do pânico

O pássaro aprisionado e a síndrome do pânico

“há um pássaro azul em meu peito
que quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja.

Charles Bukowski

E o pássaro azul começa a se debater. Ele que sair a qualquer custo.

Ele PRECISA sair.

E nós, teimosos, continuamos lutando com ele. Até o momento que ele se agiganta e dá seus sinais de que desse jeito não fica mais. Eis um ataque de pânico.

O pássaro aperta o peito, palpitações aparecem, tontura, falta de ar e a nítida sensação de que observamos nossa vida de fora, completamente sem controle do que está acontecendo no momento.

Esses ataques são repentinos e ficamos ansiosos e estressados pensando no próximo aviso que nosso pássaro azul nos dará.

A sensação terrível do medo iminente da morte assola. A qualquer momento e em qualquer lugar o pânico pode atacar.

O melhor a fazer: esconder-se. Saída falsa encontrada pela maioria das pessoas que foram parar algumas vezes em um pronto socorro com sintomas de síndrome do pânico.

Isolam-se do mundo. Esquecem-se de que o pássaro azul está dentro de cada um de nós.

Os ataques da síndrome do pânico são eventos agudos e intensos. A duração de um ataque varia, o sofrimento pode durar minutos ou horas.

Quanto mais a pessoa se isola, maiores são as chances de novos ataques. O pássaro azul não é solitário, ele só quer sair.

Tentar trancá-lo ainda mais, para que ninguém o veja, só fará ele se debater mais. É o instinto de sobrevivência em cada um de nós.

Uma das possibilidades de liberdade para a síndrome do pânico é libertar o pássaro azul da gaiola e deixar que seja visto.

O autor do poema diz que deixa seu pássaro sair pelo menos em algumas noites, mas o rega com entorpecentes para que continue quieto.

Assim como recorremos a remédios, álcool e outras substâncias ou saídas artificiais e momentâneas. No entanto, nosso pássaro azul quer simplesmente ser olhado, cuidado e testemunhado. A psicoterapia é uma possibilidade de aprendizado para isso.

Depois de tanto falar, fica a reflexão: como você tem tratado seu pássaro azul?

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