Categoria: Autoconhecimento

cabeça aberta

O que significa ser uma pessoa de “cabeça aberta”?

Em pesquisa recente da Universidade de Melbourne, na Austrália, cientistas estudaram a personalidade de voluntários e suas percepções de mundo.

A descoberta: pessoas consideradas de “cabeça aberta”, literalmente têm uma percepção diferente do mundo.

O teste de personalidade analisava características como extroversão, consciência, amabilidade, neuroticismo e abertura para o mundo, esta última sendo definida como a habilidade de incorporar novas ideias, imaginação e a vontade de fazer parte de novas experiências.

 

cabeça aberta
Segundo os pesquisadores, pessoas com altos níveis de abertura para o mundo o viam de forma bem diferente daqueles com uma visão estreita de mundo.

 

No experimento era como se o próprio corpo dos participantes encontrasse uma maneira criativa de resolver o problema diante de um conflito de estímulos.

Também descobriram que pessoas de “cabeça aberta” tem tendência a serem mais bem humoradas, o que estimula a criatividade.

Estamos sempre rodeados por estímulos sensoriais, e nosso cérebro precisa escolher esses estímulos.

Segundo Anna Antinori, principal pesquisadora do estudo, em pessoas com maior abertura para o mundo, a escolha de estímulos que atinge a consciência pode ter um nível diferente de flexibilidade e eles parecem absorver mais informações que a média das pessoas.

Outro aspecto levantado é quando as pessoas estão tão preocupadas em se concentrar em algo que acabam perdendo aquilo que acontece ao seu redor.

 

cabeça aberta

 

Estudos de análise de personalidade são relativamente recentes.

Pesquisadores dizem que nossas percepções visuais podem ser uma confluência neuroquímica que desenha nossa realidade e, até mesmo, nossa personalidade.

Assim, a abundância de um mesmo neuroquímico, ou a falta dele, pode afetar tanto a personalidade quanto nossa percepção de mundo.

Isso também significa que nós, seres humanos, somos mais flexíveis em nossa personalidade do que pensamos.

 

Sempre pensamos sobre personalidade como algo fixo, mas coisas que fazemos em nossas vidas, como experimentar coisas novas, viver em diferentes lugares, viajar, conhecer pessoas diferentes, fazer atividades diferentes e meditar pode abrir caminho para mudanças de personalidade.

Entretanto, como todos os outros aspectos na vida, muita abertura pode fazer com que a tendência a paranoias e alucinações.

Segundo Niko Tilipoulous, professor da Universidade de Sydney, muitas pesquisas ainda são necessárias sobre o tema, mas é possível que as mudanças de personalidade possam realmente afetar a maneira como experienciamos o mundo.

cabeça aberta
Nossa abertura altera nossa consciência e como filtramos as informações.

Nosso grau de abertura ao mundo que nos cerca também influencia nossa capacidade de empatia e compaixão. Quanto mais abertos estamos, mais conseguimos perceber as pessoas e seus sentimentos.

Os processos de autoconscientização e meditação são caminhos de aprendizado para mudarmos a maneira como vemos o mundo.

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Respiração, meditação e autocontrole

Um artigo recente publicado no jornal The New York Times inter-relaciona sentir-se calmo com a respiração profunda.

Muitos tipos de meditação utilizam diferentes técnicas de respiração para trabalhar a corporificação de sentimentos.

Pesquisadores da Universidade de Stanford podem ter descoberto como este mecanismo funciona.

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Corpo, movimento e emoções

A interconexão entre corpo, movimento e emoções por muito tempo ficou renegada diante das repartições pedagógicas.

É normal nos esquecermos de que essas separações são apenas didáticas.

Para nossa sorte, as pesquisas dos últimos anos têm demonstrado que nossos pensamentos, sentimentos e movimentos desempenham papéis fundamentais na manutenção de nossa saúde física e mental.

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Flow e a criatividade sem limites

Mihaly Csikszentmihalyi, em 1988, escreveu o primeiro livro sobre Flow, um estado emocional que hoje fascina os cientistas por parecer ser a fonte da criatividade.

A revista Psychology Today descreve assim o estado de flow:

“Ação e consciência se integram. Nossa percepção de ‘eu’ e de consciência individual desaparecem por completo. O tempo dilata – passa mais devagar (como uma imagem congelada de um acidente de carro) ou passa mais rápido (e cinco horas parecem se passar em cinco minutos). E, durante, todos os aspectos de alta performance parecem incrivelmente aumentados – e isso inclui a performance criativa.”

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